IHC acolhe cinco novos investigadores contratados

Nov 6, 2020 | Notícias

Foram atribuídos cinco novos contratos de investigação ao IHC, no âmbito da terceira edição do Concurso de Estímulo ao Emprego Científico promovido pela FCT. Quatro na categoria de Investigador Júnior e uma na categoria Investigador Principal, o que resultará na integração de quatro novos membros doutorados na equipa de investigação do Instituto e no início de cinco novos projectos tematicamente muito diversos.

O novo Investigador Principal é Victor Pereira, doutorado em História pela Sciences Po de Paris, que regressará ao IHC (e a Portugal) após uma carreira como docente na Universidade de Pau et des Pays de l’Adour. Tendo desenvolvido investigação sobre a emigração portuguesa, espanhola e francesa, propõe-se agora desenvolver um projecto de história comparativa sobre os comerciantes portugueses do Rio de Janeiro, Kinshasa e Paris.

Na categoria Júnior, o IHC vai acolher quatro jovens investigadores, dois dos quais integrarão a unidade pela primeira vez. De regresso, estará Hélia Marçal, doutorada em Conservação e Restauro pela FCT NOVA e que já havia colaborado com o IHC como gestora de ciência. O seu projecto centra-se nas artes performativas e nas suas “ecologias da memória”, tendo como objectivo estudar os recursos de memória de protesto através das artes performativas nacionais durante a após a ditadura. Será o primeiro estudo aprofundado das estruturas de produção e preservação das artes performativas em Portugal.

Por seu lado, Catarina Laranjeiro, que integrou o IHC em 2019 após se doutorar em Pós-Colonialismo e Cidadania Global no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, vai-se debruçar sobre a relação entre o legado colonial das imagens e a produção de cinema popular no continente africano, trazendo este debate para o contexto pós-colonial português.

Maria do Mar Gago doutorou-se em História no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e vai agora integrar o IHC para continuar a sua investigação sobre a importância do cultivo do café robusta na definição da natureza do colonialismo português, colocando uma nova questão em análise: como é que o café e os cientistas contribuíram para a imaginação de novas relações políticas a uma escala global?

Por fim, o IHC vai acolher Arturo Zoffman Rodriguez, que se doutorou no Instituto Universitário Europeu e é actualmente bolseiro na Universidade Nacional Autónoma do México. O seu projecto de história laboral é comparativo e transnacional, tendo como objecto a União de Sindicatos Livres de Barcelona, estruturas de organização laboral da extrema direita, e a sua relação com a ascensão dos fascismos em Espanha, Itália, Portugal e França.

 

Imagens: (01) 1898, A Torre Eiffel, rua do Ouvidor 77 e 79, Rio de Janeiro (Fonte: Gallica, BNF); (02) Festa da Juventude. Danças da URSS. Canto Livre. Baile. União da Juventude Comunista. Fundação Mário Soares (Fonte: Casa Comum); (03) 1970, Luís Cabral durante a realização do filme “Des fusils pour Banta” de Sarah Maldoror. Fundação Mário Soares (Fonte: Casa Comum); (04) Café. Arquivo Histórico de São Tomé e Príncipe (Fonte: Casa Comum); (05) Capa do jornal Unión Obrera (Fonte: Wikimedia Commons)

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