
Pedro Cerdeira foi o vencedor da quarta edição do Prémio Amílcar Cabral, atribuído conjuntamente pelo Instituto de História Contemporânea e pelo Padrão dos Descobrimentos / Lisboa Cultura. O historiador português, radicado na Suíça, foi galardoado pelo artigo “Rural Schools, Farm Co-Operatives and the Late Colonial Recreation of African Rurality in Guinea-Bissau”, publicado no e-Journal of Portuguese History em 2025. Das 14 candidaturas recebidas, o júri considerou que “o artigo se destacava pela originalidade do tema, pela metodologia adoptada e pelo tratamento e recurso as fontes originais.”
Pedro Cerdeira é investigador na Universidade de Genebra, onde estuda as dinâmicas de poder e controlo nas cidades da Guiné-Bissau durante o período do colonialismo tardio, integrando o projecto “Living with authoritarian repression: everyday life history under the Estado Novo in Portugal’s African colonies and in Portugal, 1926-74”. Completou o seu doutoramento na mesma universidade em 2022 com a tese “The administrator, the chief, and the officer. Making and remaking the local administration in late colonial Guinea-Bissau (1961-1974).”
Pela primeira vez, o júri decidiu também atribuir uma Menção Honrosa, a Vinicius Venâncio, “pela clareza da exposição e pela abordagem inovadora e fundamentada do tema” do artigo ““Indigenous”, “Indigents” and “Exiles”: Circulations of “Africans” and the Production of Indigeneity in Cape Verde”, também publicado em 2025 no e-Journal of Portuguese History. O júri da quarta edição foi composto por Manuela Ribeiro Sanches (IHC), Benedito Machava (Universidade de Yale) e Natalia Telepneva (Universidade de Strathclyde).
Criado em 2021, o Prémio Amílcar Cabral tem como objectivo “promover a investigação científica e o debate público sobre as resistências anti-coloniais e os processos coloniais que marcam a história do mundo, do século XV até à actualidade”. Os anteriores vencedores foram: Ricardo Pérez Haristoy, Sakiru Adebayo e Esmat Elhalaby.
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