novembro , 2018

22novalldayEsquerdas radicais ibéricas, processo revolucionário e transição democráticaColóquio Internacional(Todo o dia) Rua Augusto Rosa 42, 1100-091 LisboaTipologia do Evento:Colóquio

Fotografia de uma casa ocupada no PREC

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Detalhes do Evento

Congresso organizado pelo IHC, a Universidad de Cádiz e a Asociación de Historia Actual sobre o papel das esquerdas radicais nas revoluções e transições ibéricas. Chamada aberta até 15 de Junho 15 de Julho.

 

Esquerdas radicais ibéricas, processo revolucionário e transição
democrática – ruptura e consenso.
Perspectivas comparadas

 

Apresentação

O mosaico partidário ou proto-partidário existente na década de 70 do século XX em Portugal e em Espanha quando findaram as ditaduras não pode excluir a constelação de pequenas organizações que se situavam à esquerda dos partidos comunistas tradicionais, oriundas, na sua maioria, de processos de diferenciação ocorridos no seu seio, cujas raízes mais recentes bebem num caldo político-cultural onde se entrecruzavam e antagonizavam influências da revolução cubana e da revolução cultural chinesa, reacções ao XX Congresso do PCUS e à invasão militar soviética na Checoslováquia, ou das múltiplas formas de pensamento e acção que Maio de 68 libertou.

Grupusculares na maioria dos casos, profundamente sectárias e dogmáticas, com níveis de implantação diferenciada, mas sobretudo escassas no mundo do trabalho, a sua acção sobretudo de agitação e propaganda, fez um caminho sinuoso marcado por um sistemático acentuar de princípios e de divergências, de pequenas e grandes cisões. Porém, congregaram inteligências e vontades de uma geração, nascida do segundo pós-guerra, sob os ventos da guerra fria e do desenvolvimento do capitalismo e da sociedade de consumo. Pelo seu voluntarismo, espírito de entrega e activismo desassombrado, marcaram impressivamente os últimos anos sessenta.

Maoístas e trotskistas, luxemburguistas e internacional situacionistas, autogestionários e neo-estalinistas, gramscianos e libertários, a queda das ditaduras ibéricas proporcionou-lhes processos de reconfiguração e de crescimento na especificidade dos processos que se seguiram, cujo estudo comparativo ajudará a clarificar não só os espaços de interacção e solidariedade, como de convergência ou abjunção de posicionamentos, actuações e desenvolvimentos no espaço peninsular.

Um preconceito ideológico e uma espécie de normatividade tácita tem desvalorizado historiograficamente o papel desempenhado pelas esquerdas radicais nesses processos, cujo reequilíbrio este Colóquio pretende ser um contributo para o seu estabelecimento.

 

Conferencistas convidados:

Julio Pérez Serrano (Universidade de Cádiz)
Fernando Rosas (IHC – NOVA FCSH)

 

📄  Chamada para trabalhos (PDF)
📄  Llamada de ponencias (PDF)
📄  Call for papers (PDF)

 

Regras para o envio das propostas de comunicação:

Título;
Nome e filiação do autor;
Resumo (max. 500 palavras);
Palavras-chave: 3 a 5 palavras-chave;
CV resumido do autor (max. 250 palavras)

 

Organização:

Albérico Afonso (IHC – NOVA FCSH; ESE/IPS)
Ana Sofia Ferreira (IHC – NOVA FCSH; ESE/IPS)
Constantino Piçarra (IHC – NOVA FCSH)
João Madeira (IHC – NOVA FCSH)
Julio Pérez Serrano (Universidad de Cádiz; Asociación de Historia Actual)
Miguel Pérez (IHC – NOVA FCSH)

 

Comunicações:

Recepção de Propostas: até 15 de Junho 15 de Julho
Aceitação de Propostas: até 8 de Julho 18 de Julho

 

Línguas: Português, Espanhol e Inglês

E-mail: esquerdasradicais@gmail.com

 

Crédito da imagem: Graça Ribeiro

Tempo

novembro 22 (Quinta-feira) - 23 (Sexta-feira)

Localização

Museu do Aljube

Rua Augusto Rosa 42, 1100-091 Lisboa

Organizador

Instituto de História Contemporânea da Universidade NOVA de Lisboa, Universidad de Cádiz e Asociación de Historia Actual

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