Tijl Vanneste

Biografia
Tijl Vanneste é um historiador que tem trabalhado sobre confiança, redes de comércio e litígios comerciais internacionais, escravatura no contexto da extracção de diamantes e emprego de marinheiros no Mediterrâneo. A sua atenção tem-se centrado no período moderno global. A sua investigação actual incide sobre o trabalho das mulheres e as relações de género na indústria dos diamantes (1600-1900).
Obteve o seu doutoramento no Instituto Universitário Europeu em Florença em 2009 e trabalhou e estudou na Universidade de Exeter, na Sorbonne, na Universidade de Yale, em Berkeley, na Universidade de Utrecht e na Vrije Universiteit de Amesterdão. Publicou três monografias, a última das quais trata de uma história geral do trabalho utilizado na extração global de diamantes. Foi publicada em 2021 pela Reaktion Books.
Áreas de Investigação
- Escravatura e colonialismo
- História das relações de género
- História marítima
- Diamantes
Publicações destacadas
- Vanneste, Tijl. “Towards a More Intimate Understanding of Black Female Lives in Slavery,” Itinerario 46 (2022): 450-459. [link]
- Vanneste, Tijl. Blood, Sweat and Earth. The Struggle for Control over the World’s Diamonds Throughout History. Londres: Reaktion Books, 2021. [link]
- Vanneste, Tijl. Intra-European Litigation in Eighteenth-Century Izmir. The Role of the Merchants’ Style. Leiden: Brill, 2021. [link] 🔓
- Vanneste, Tijl. “Instruments of Trade or Maritime Entrepreneurs? The Economic Agency of Dutch Seamen in the Golden Age,” Journal of Social History 52 (2019): 1132–1164. [link]
Projectos principais
- Projecto individual “Are diamonds a girls best friend? – Women’s work in a world of diamonds (1600-1850)” — Acolhido pelo IHC e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (CEECIND/02899/2018). 2020-2026
- Investigador pós-doutoral no projecto “CONFIGMED — Mediterranean configurations: Intercultural trade, commercial litigation and legal pluralism in historical perspective” — Coordenado por Wolfgang Kaiser (Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne) e financiado pelo European Research Council (Grant agreement ID: 295868). 2015-2017 [link]
- Investigador pós-doutoral no projecto “LUPE — Sailing into Modernity: Comparative Perspectives on the Sixteenth and Seventeenth Century European Economic Transition” — Coordenado por Maria Fusaro (University of Exeter) e financiado pelo European Research Council (Grant agreement ID: 284340). 2012-2014 [link]
Pesquisa
Agenda
janeiro, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
Seminário
Sessão de cinema
Simpósio
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 1 | Sábado, 17 Janeiro, 16:00
Chroniques fidèles survenues au siècle dernier à l’hôpital psychiatrique Blida-Joinville, Abdenour Zahzah, Algeria, França, 2024, 90’
1953, Argélia colonizada. Frantz Fanon, um jovem psiquiatra negro da Martinica, é nomeado médico-chefe do Hospital de Blida-Joinville. Ao pôr em prática as suas teorias de “psicoterapia institucional”, em oposição às teorias racistas da Escola de Psiquiatria de Argel, uma guerra irrompe dentro das próprias enfermarias. Esta longa-metragem centra-se nos métodos visionários de terapia social de Frantz Fanon durante o período em que trabalhou como psiquiatra na Argélia, entre 1953 e 1956.
Conversa com Ruth Wilson Gilmore, Mina Untalan e Lucas Manarte. Moderação de Manuela Ribeiro Sanches
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum
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Suplemento especial da revista História, Ciências, Saúde — Manguinhos
