Ricardo Noronha

Economia e Sociedade — Estado, Classes e Género
Contacto:
ricardonoronha@fcsh.unl.pt
Biografia
Ricardo Noronha é Investigador Auxiliar do Instituto de História Contemporânea (NOVA FCSH), onde foi coordenador do Grupo de Investigação em Economia e Sociedade. Os seus tópicos de pesquisa incluem a conflituosidade social, a história intelectual e as transformações económicas durante a segunda metade do Século XX. É autor de vários trabalhos, entre os quais «A banca ao serviço do povo». Política e Economia durante o PREC (1974-75) (Lisboa: Imprensa de História Contemporânea, 2018) e 1974: Portugal, uma retrospetiva (Lisboa: Tinta-da-China, 2019). Encontra-se neste momento a conduzir uma investigação sobre o planeamento económico em Portugal, financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia ao abrigo do Concurso de Estímulo ao Emprego Científico (CEEC Individual).
Áreas de Investigação
- Economia política
- História intelectual
- Planeamento
- Neoliberalismo
Publicações destacadas
- Noronha, Ricardo. “The Political Economy of the Carnation Revolution (1974–75). A World-Systems Analysis.” Journal of World-Systems Research 29 (2023): 351–376. [link] 🔓
- Noronha, Ricardo. “The Portuguese Road to Neoliberalism (1976–1989).” Contemporary European History 31 (2022): 113–128. [link]
- Noronha, Ricardo. “A Real State of Exception: Class Composition and Social Conflict during Portugal’s Carnation Revolution, 1974–1975.” Critical Historical Studies 6 (2019): 93–123. [link]
- Noronha, Ricardo. “A Banca ao Serviço do Povo”: Política e Economia durante o PREC (1974-75). Lisboa: Imprensa de História Contemporânea, 2018. [link] 🔓
Projectos principais
- Coordenador do projecto “PETROSINES — Peripheral Petromodernity. A Global Microhistory of the Sines Area Project (1971-1999)” — Acolhido pelo IHC e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (2023.17817.ICDT). 2025-
- Investigador no projecto “GRASSROOTS — Memória e Revolução. Um arquivo de história oral da militância de base no processo revolucionário de 1974-75” — Coordenado por Luís Trindade (IHC) e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (2023.10625.25ABR). 2024-
Pesquisa
Agenda
janeiro, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
Seminário
Sessão de cinema
Simpósio
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 3 | Sábado, 31 Janeiro, 16:00
Burn!, Gillo Pontecorvo, Itália, França, 1969, 112’
Descrito como uma epopeia luxuriante “contada de um ponto de vista neo-marxista e fanoniano”, o filme de Pontecorvo que sucede a A Batalha de Argel (1966) é um drama anti-colonial situado no século XIX. Marlon Brando interpreta William Walker, um agente provocador enviado pelo governo britânico para fomentar a mudança de regime na ilha caribenha fictícia de Queimada. Walker é um mercenário ao serviço do imperialismo europeu que acaba envolvido num confronto direto com um revolucionário negro chamado José Dolores (interpretado pelo actor não profissional Evaristo Márquez). Com as suas imagens intensas e saturadas de cor, acompanhadas pela música de Ennio Morricone, Queimada! oferece uma visão contundente de uma rebelião de escravos que constitui uma ameaça existencial ao sistema colonial-capitalista.
Conversa com Rui Lopes e Rebeca Ávila
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum
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