Abel Rodrigues

Cultura — Poder, Mediações e Artes
Contacto:
abelrodrigues@fcsh.unl.pt
Biografia
Abel Rodrigues é Historiador e Arquivista. É doutorando em regime de co-tutela na NOVA FCSH e na École nationale des chartes-Paris Sciences et Lettres (2020-2024). É Licenciado em História (Ramo Científico), pós-graduado e mestre em História Moderna e Contemporânea de Portugal e pós-graduado em Ciência da Informação (Arquivística).
Foi Assistente de Investigação e Consultor Científico do projecto VINCULUM (ERC Grant Agreement ID 819734) (2019-2021), Gestor de Informação na Reitoria da Universidade do Porto e na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (2017-2018); Coordenador da Fundação Marques da Silva-Universidade do Porto (2015-2017); Coordenador do Arquivo da Fundação da Casa de Mateus (2009-2015); e Arquivista no Arquivo Distrital de Baga/Universidade do Minho (2000-2008).
Tem desenvolvidos as suas pesquisas em torno dos Arquivos Pessoais e Familiares, Arquivos Institucionais e em História Moderna e Contemporânea. Publicou vários livros, capítulos de livros e artigos em revistas científicas; foi coordenador da colecção editorial Casa de Mateus – Estudos & Manuscritos; coordenador técnico e científico de dois projectos de investigação co-financiados pela Fundação Calouste Gulbenkian. Co-orientou estágios curriculares e teses de mestrado, tendo sido também arguente principal em várias provas de mestrado. Tem proferido conferências e seminários em Portugal e no estrangeiro. É revisor de publicações científicas em Portugal e no Brasil.
Áreas de Investigação
- Arquivística histórica
- Arquivos de família
- Arquivos institucionais
- História das instituições
Publicações destacadas
- Rodrigues, Abel. Conde de Margaride. Correspondência política (1870-1918). Lisboa: Alêtheia Editores, 2015. [link]
- Rodrigues, Abel, António Leal Duarte, Jaime Carvalho e Silva, João Filipe Queiró, Maria Elfrida Ralha, Maria Fernanda Estrada & Maria Luísa Malato (Orgs.). Anecdotas de J. A. d. C. Reminiscências de D. José Maria de Sousa, Morgado de Mateus sobre o seu Mestre e Amigo José Anastácio da Cunha. Vila Nova de Famalicão: Húmus, 2013.
- Rodrigues, Abel & Armando Barreiros Malheiro da Silva, “A criação das Gavetas na Casa de Mateus: um modelo iluminista de gestão da informação,” in Arquivos de família, séculos XIII-XX: que presente, que futuro, organizado por Maria de Lurdes Rosa, 597-650. Lisboa: IEM / CHAM / Caminhos Romanos, 2012. [PDF]🔓
- Rodrigues, Abel LEandro Freitas. “Entre o Público e o Privado: a génese do arquivo do conde da Barca (1754-1817).” Dissertação de Mestrado em História das Instituições e Cultura Moderna e Contemporânea, Universidade do Minho, 2007. [PDF]
Projectos principais
- “Para o serviço de Deus e do Rei: a gestão da informação das Capelas da Coroa (Portugal, sécs. XV-XVII)” — Tese no âmbito Programa Doutoral em História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa em co-tutela com a École nationale des chartes-Paris, Sciences et Lettres, orientada por Maria de Lurdes Rosa (IHC — NOVA FCSH) e Olivier Poncet (École nationale des chartes-Paris). Projecto individual financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (UI/BD/150930/2021). 2020-
- Bolseiro do projecto “VINCULUM. Entailing Perpetuity: Family, Power, Identity. The Social Agency of a Corporate Body (Southern Europe, 14th-17th Centuries)” — Coordenado por Maria de Lurdes Rosa (IHC — NOVA FCSH) e financiado pelo European Research Council (Grant agreement ID: 819734). [link]
Pesquisa
Agenda
fevereiro, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
Seminário
Sessão de cinema
Simpósio
Workshop
- Event Name
seg
ter
qua
qui
sex
sab
dom
-
-
-
-
-
-
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28

Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
Ver mais
Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 5 | Sábado, 14 Fevereiro, 16:00
You hide me, Nii Kwate Owoo, Gana, Reino Unido, 1970, 17’
Esta curta-metragem revela de forma crua e directa as contradições de um sistema museológico que legitima séculos de violência colonial. A câmara percorre vitrinas, depósitos e corredores dos acervos do Museu Britânico em Londres, transformando o inventário em denúncia: cada objecto exposto é também um testemunho das condições em que foi retirado do seu contexto original. O gesto do realizador, simples mas radical, assume-se como um show-and-tell político, convocando tanto a urgência da restituição material quanto a necessidade de repensar narrativas históricas dominantes. Proibido em território ganês mas hoje visto como um marco do cinema anti-colonial, este filme recorda-nos que a luta pela devolução do património não é apenas simbólica, mas profundamente ligada a questões de justiça histórica.
Soleil Ô, Med Hondo, 1970, França, Mauritania, 112’
Um grito de resistência contra a opressão racista e um marco revolucionário do cinema político, esta primeira longa-metragem do realizador mauritano Med Hondo constitui um ataque ao capitalismo e ao colonialismo. Soleil Ô acompanha a trajectória de um jovem imigrante que parte rumo a Paris em busca de trabalho e de uma comunidade. Rapidamente descobre uma sociedade hostil, onde a sua simples presença gera medo e desconfiança. Hondo recorre a uma linguagem cinematográfica experimental para denunciar as contradições da metrópole pós-colonial: a promessa de integração convive com mecanismos de exclusão sistemática. O filme não só denuncia as condições de marginalização vividas por milhares de migrantes africanos em França, como se afirma como um manifesto artístico de emancipação e resistência. Meio século depois da sua estreia, Soleil Ô permanece uma obra de referência incontornável, cuja energia estética e política continua a interpelar espectadores de diferentes gerações.
Conversa com Ângela Ferreira, Flávio Almada, Henrique Entratice, Víctor Barros. Moderação de Sofia Victorino
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Cinema Fernando Lopes
Notícias
Víctor Barros e Pedro Cardim coordenam programa ‘Crioulidades e o Atlântico’
Fev 6, 2026
Candidaturas a decorrer até ao dia 16 de Fevereiro
Ana Cristina Martins na Academia Internacional da Cultura Portuguesa
Jan 26, 2026
Vai tomar posse como como Académica de Número
Proença-a-Nova é o primeiro parceiro do programa ‘O Governo de Todos Nós’
Jan 23, 2026
A cidade beirã aderiu ao desafio lançado pelo IHC em Novembro do ano passado
