Maria Romeiras Amado

Biografia
Maria Romeiras Amado é licenciada em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e pós-graduada em Estudos de Fotografia pelo IADE. Tem um Mestrado em Ciências da Educação, com a tese Escritos em branco. Rupturas da ciência e da pedagogia no Portugal Oitocentista: o ensino para cegos no Asilo-escola António Feliciano de Castilho, e um Doutoramento em História da Educação pelo Instituto da Educação da Universidade de Lisboa com a tese Hide and Seek: Normality Issues and Global Discourses on Blind School Modern Projects (Late 18th – 19th Centuries).
Autora de diversas publicações e comunicações na área da História da Deficiência, com especial interesse na História da Cegueira, situa a sua investigação nas épocas Moderna e Contemporânea. Os seus trabalhos têm particular incidência na perspectiva da História Comparada e da localização geográfica e transmissibilidade de discursos e recursos pedagógicos adaptados.
Áreas de Investigação
- História da Educação
- História da Deficiência
- Cartografia de Discursos e Materialidades
- Tecnologias e Materialidades Adaptadas
Publicações destacadas
- Amado,Maria, “Centro Helen Keller: Inovar na Diversidade,” in Roteiros da Inovação Pedagógica: Escolas e experiências de referência em Portugal no século XX, organizado por Joaquim Pintassilgo e Luís Alberto Marques Alves, 381-413. Lisboa: Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, 2019.
- Amado, Maria Romeiras. “Natureza, sentidos e integración: caso do estudo do centro Hellen Keller,” Sarmiento 22 (2018): 13-36. [PDF]
- Amado, Maria Romeiras, “Nicholas Saunderson,” in Dicionário de Conceitos, Nomes e Fontes na Deficiência em Geral, dirigido por Augusto Deodato Guerreiro, 192. Lisboa: EDLARS – Educomunicação e Vida, 2017. [PDF]
- Amado, Maria Romeiras, “The allowed cities: spaces and performances of blind citizens in the pre and post-earthquake of Lisbon (1755),” in VisibileInvisibile. Percepire la città tra descrizione e omissione VI Congresso AISU, coordenado por S.Adorno, G. Cristine e A. Rotondo. Catania: Scrimm Edizioni, 2014. [link]
Projectos principais
- Investigadora e membro da Comissão Científica do projecto editorial Dicionário de Conceitos, Nomes e Fontes na Deficiência em Geral — Coordenado por Augusto Deodato Guerreiro (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias), com o apoio de EDLARS – Educomunicação e Vida. 2017
- Investigadora do projecto “INOVAR – Roteiros da Inovação Pedagógica: Escolas e Experiências de Referência em Portugal no século XX” — Coordenado por Joaquim Pintassilgo e Luís Alberto Marques Alves (Instituto de Educação da Universidade de Lisboa) e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. [PTDC/MHC-CED/0893/2014]
Pesquisa
Agenda
março, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
Seminário
Sessão de cinema
Simpósio
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Detalhes do Evento
Palestra acerca do projecto KNOW.AFRICA, que estuda o modo como grupos nativos participaram activamente no processo europeu de conhecimento da natureza africana. KNOW.AFRICA: Redes de
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Detalhes do Evento
Palestra acerca do projecto KNOW.AFRICA, que estuda o modo como grupos nativos participaram activamente no processo europeu de conhecimento da natureza africana.
KNOW.AFRICA: Redes de conhecimento na África Oitocentista
Uma abordagem das Humanidades Digitais dos encontros coloniais e do conhecimento local nas narrativas de expedições portuguesas (1853-1888)
É fácil pensar a África Oitocentista como um espaço colonial disputado por potências europeias com as suas agendas políticas, económicas e científicas. Além disto, a historiografia de eventos como a Corrida a África por vezes reforça a ideia de um continente impotente particionado por estados imperiais. Se, por um lado, não podemos negar a força e a arbitrariedade da violência colonial, por outro, a História há muito desconsiderou as formas como os povos africanos resistiram. Este viés eurocêntrico é notável na História das Ciências que frequentemente associou às expedições científicas em África uma imagem idealizada que realça ideais de coragem, aventura e pioneirismo. Ainda hoje é possível encontrar os resultados alcançados pelos naturalistas descritos como descobertas realizadas por indivíduos extraordinários. Apenas recentemente a pesquisa académica começou a se distanciar desta compreensão ao reavaliar as narrativas escritas pelos viajantes e perceber que a ciência praticada em campo no século XIX era profundamente colaborativa. Em campo, os naturalistas dependiam de redes de indivíduos que contribuíam com actividades como a navegação por rios, a movimentação pelas florestas, a procura por abrigos, a comunicação com a população local e com o trabalho científico de colheita, identificação e preparação de espécimes.
Nesta pesquisa, analisaremos quatro expedições portuguesas a África focando a sociabilidade do trabalho de campo para revelar como grupos nativos auxiliaram os viajantes, especialmente na colheita de espécimes. Ao investigar como os agentes locais contribuíram para o sucesso alcançado pelos viajantes, pretendemos revelar que, apesar das assimetrias sociais no espaço colonial, grupos nativos participaram activamente no processo europeu de conhecimento da natureza africana. Com isto, desmistificaremos a ideia do viajante heroico e solitário inserindo os naturalistas em processos sociais e históricos mais amplos, investigando como o conhecimento circulava entre império e colónia, compreendendo como as relações sociais eram formadas em campo e em que momentos os viajantes dependiam do apoio de redes locais. Além disto, também pretendemos lançar luz sobre os processos de formação das colecções e reflectir sobre o papel destes agentes locais na formação do património científico europeu.
Oradora e orador:
Sara Albuquerque e Anderson Antunes (Universidade de Évora / IHC / IN2PAST)
Tempo
(Quarta-feira) 5:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Universidade de Évora e Biblioteca Pública de Évora

Detalhes do Evento
Mesa-redonda que procura enquadrar o contexto de produção dos filmes que integram o ciclo Lisboa, Capital da Intriga Internacional a partir da história política, económica e
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Detalhes do Evento
Mesa-redonda que procura enquadrar o contexto de produção dos filmes que integram o ciclo Lisboa, Capital da Intriga Internacional a partir da história política, económica e legal do Franquismo.
Lisboa, Madrid, Europa
Entre crescimento económico, vigilância política e social e o desejo de reconhecimento europeu, o período do desarrollismo foi também um tempo de intensa produção simbólica. A partir da história política, económica e legal do Franquismo, bem como da circulação de imaginários cinéfilos entre as décadas de 1960 e 1980, esta conversa procura enquadrar o contexto de produção dos filmes que integram o ciclo Lisboa, Capital da Intriga Internacional, a decorrer na Cinemateca Portuguesa entre os dias 2 e 31 de Março.
Oradores:
Ana Algara (ICS — Universidade de Lisboa), Manuel Loff (IHC — NOV AFCSH / IN2PAST / FLUP) e Rúben Pérez Trujillano (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST / Universidad de Granada), com moderação de Rita Luís (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
ENTRADA LIVRE
O evento será complementado, às 21h30, na Cinemateca Portuguesa, com a exibição da co-produção Espanha-Portugal-Alemanha Comando de Asesinos / Fim-de-Semana com a Morte (Julio Coll, 1966).
>> Consulte o programa completo do ciclo AQUI (PDF)
[Os horários das projecções podem sofrer alterações. Confirme sempre no site da Cinemateca]
O ciclo Lisboa, Capital da Intriga Internacional resulta de uma colaboração entre a Cinemateca Portuguesa, o Instituto de História Contemporânea (IHC) e o projecto ExPORT (baseado no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa), com apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, do Istituto Italiano di Cultura di Lisbona, do Institut français du Portugal, do Instituto Cervantes de Lisboa e da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa.
Tempo
(Quarta-feira) 6:30 pm - 8:00 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Instituto Cervantes de Lisboa
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