Equipa do IHC visita Cabo Verde
Dez 19, 2019 | Notícias

À medida que se aproxima do fim, a equipa do projecto “Amílcar Cabral: da História Política às Políticas da Memória”, tem vindo a realizar uma série de encontros em torno do modo como se estuda e discute a história de Amílcar Cabral. Depois de um conjunto de iniciativas na Guiné-Bissau em Maio deste ano, deslocaram-se em Novembro a Cabo Verde para uma série de eventos, nos quais participaram, para além do coordenador, Rui Lopes, os investigadores Aurora Almada e Santos, Branwen Gruffydd Jones, Catarina Laranjeiro e Víctor Barros.
O dia 21 de Novembro começou com uma concorrida oficina para professores na Escola Secundária Armando Napoleão Fernandes, na Assomada (Ilha de Santiago), onde Aurora Santos e Víctor Barros discutiram os programas de ensino de História em Cabo Verde. A participação dos professores foi intensa, incluindo uma produtiva conversa em torno da relativa ausência da Guiné-Bissau na narrativa nacional cabo-verdiana. Nessa tarde, teve lugar na Fundação Amílcar Cabral, na Cidade da Praia, uma mesa-redonda intitulada “Novas dimensões no estudo da luta pela independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde“, onde os membros do projecto presentes apresentaram as suas mais recentes pesquisas e conclusões. Este evento, que foi introduzido pelo presidente da fundação, Pedro Pires, recebeu atenção na imprensa, tendo também sido noticiado na Televisão de Cabo Verde (que entrevistou Aurora Santos) e na Rádio de Cabo Verde (que entrevistou Rui Lopes).
Deslocando-se do centro da capital para a sua periferia, no dia 23 a equipa realizou dois eventos no bairro de Safende, em colaboração com a Associação Comunitária Amigos de Safende. De manhã, teve lugar um seminário de discussão sobre o texto “Análise de Alguns Tipos de Resistência“, de Amílcar Cabral, que contou com a participação entusiástica de académicos e activistas locais. Da parte da tarde, foi projectado o filme “Regresso de Amílcar Cabral” (1976), com comentário de Catarina Laranjeiro, seguido de uma longa conversa com o público, onde foi manifesta a pluralidade e complexidade da memória de Cabral em Cabo Verde.
Para além de aproveitar a oportunidade de explorar os arquivos da Fundação Amílcar Cabral (que procedeu a uma generosa troca de livros com o IHC) e entrevistar intervenientes da luta de libertação e do processo de difusão da obra de Cabral, os membros do projecto desfrutaram da hospitalidade local, da deliciosa gastronomia e da riqueza cultural (por coincidência, decorria o Festival Internacional de Cinema da Praia), tendo ficado especialmente gratos pela disponibilidade e eficiência dos co-organizadores dos eventos, em particular Osvaldino Monteiro, Tatiana Neves, Bernardino Gonçalves e Redy Wilson Lima. Segundo Rui Lopes, “regressaram confiantes de que há ainda muito por estudar e discutir no que toca a este aspecto da memória histórica de Cabo Verde”.
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