Pedro Martins

Biography
Pedro Martins is an integrated researcher at the Institute of Contemporary History. With a degree in History from NOVA FCSH, he completed a master’s degree in Contemporary History from the same school with a thesis on the history of beach tourism in Portugal (2011). In 2016, he defended his doctoral thesis, prepared in co-tutorship with the University of Lucerne, dedicated to representations of the Middle Ages in the Portuguese context (1890-1947). His research areas include the history of historiography and policies of memory, the history of tourism, and the history of child labour.
He is director of the journal Práticas da História. Journal on Theory, Historiography and Uses of the Past, launched in 2015.
Research fields
- History of historiography and policies of memory
- History of tourism and leisure
- History of medievalism
- History of child labour
Selected publications
- Martins, Pedro. “History, Nation, and Modernity: The Idea of “Decadência” in Portuguese Medievalist Discourses (1842–1940),” Journal of the History of Ideas 81 (2020): 451-471. [link]
- Martins, Pedro. “De Afonso Henriques a Vasco da Gama: representações da história de Portugal na Exposição do Mundo Português (1940) e na Expo’98,” Língua-Lugar : Literatura, História, Estudos Culturais 1 (2020): 44-65. [PDF]
- Martins, Pedro, “From the Republica Christiana to the ‘Great Revolution’: Middle Ages and Modernity in António Sardinha’s Writings (1914-25),” in Studies in Medievalism XXV – Medievalism and Modernity , edited by Karl Fugelso, 29-36. Suffolk: D. S. Brewer, 2016. [link]
- Martins, Pedro Alexandre Guerreiro. “Sea bathing and seaside tourism in Portugal in the nineteenth and twentieth centuries: an overview,” Journal of Tourism History 7 (2015): 246-267. [PDF]
Main projects
- Research fellow in the research infrastructure “Rossio – Ciências Sociais, Artes e Humanidades” — Coordinated by Amélia Aguiar Andrade (IEM — NOVA FCSH) and funded by the Foundation for Science and Technology. 2019-2021 [link]
- Researcher in the project ““Tell me how it was”: Public policies and child labor in Portugal and the Portuguese colonies” — Coordenado por Pedro Goulart (ISCSP — ULisboa) and funded by the Foundation for Science and Technology (PTDC/IIM-ECO/5303/2014). 2016-2019 [link]
- Researcher in the project “The Making of State Power in Portugal: Institutionalization Processes from 1890 to 1986” — Coordinated by José Neves and funded by the Foundation for Science and Technology (PTDC/HIS-HIS/104166/2008). 2010-2013
- Collaborator in the editorial projects “Dicionário de História da I República e do Republicanismo” [Dictionary of the History of the First Republic and Republicanism] and “Guia Bibliográfico da I República e do Republicanismo” [Bibliographic Guide to the First Republic and Republicanism] — Coordinated by Maria Fernanda Rollo and Ana Paula Pires, and funded by the National Commission for the Celebrations of the Centenary of the Republic. 2009-2010
Search
Events
fevereiro, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Colloquium
Conference
Conference
Congress
Course
Cycle
Debate
Exhibition
Launch
Lecture
Meeting
Movie session
Open calls
Opening
Other
Presentation
Round table
Seminar
Showcase
Symposium
Tour
Workshop
- Event Name
seg
ter
qua
qui
sex
sab
dom
-
-
-
-
-
-
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28

Detalhes do Evento
Continuing the celebration of the centenary of Frantz Fanon’s birth, this cycle proposes to reflect on his multiple legacies, from the anti-racist struggle to decolonisation movements, as well as his
Ver mais
Detalhes do Evento
Continuing the celebration of the centenary of Frantz Fanon’s birth, this cycle proposes to reflect on his multiple legacies, from the anti-racist struggle to decolonisation movements, as well as his work as a psychiatrist.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 5 | Sábado, 14 Fevereiro, 16:00
You hide me, Nii Kwate Owoo, Gana, Reino Unido, 1970, 17’
Esta curta-metragem revela de forma crua e directa as contradições de um sistema museológico que legitima séculos de violência colonial. A câmara percorre vitrinas, depósitos e corredores dos acervos do Museu Britânico em Londres, transformando o inventário em denúncia: cada objecto exposto é também um testemunho das condições em que foi retirado do seu contexto original. O gesto do realizador, simples mas radical, assume-se como um show-and-tell político, convocando tanto a urgência da restituição material quanto a necessidade de repensar narrativas históricas dominantes. Proibido em território ganês mas hoje visto como um marco do cinema anti-colonial, este filme recorda-nos que a luta pela devolução do património não é apenas simbólica, mas profundamente ligada a questões de justiça histórica.
Soleil Ô, Med Hondo, 1970, França, Mauritania, 112’
Um grito de resistência contra a opressão racista e um marco revolucionário do cinema político, esta primeira longa-metragem do realizador mauritano Med Hondo constitui um ataque ao capitalismo e ao colonialismo. Soleil Ô acompanha a trajectória de um jovem imigrante que parte rumo a Paris em busca de trabalho e de uma comunidade. Rapidamente descobre uma sociedade hostil, onde a sua simples presença gera medo e desconfiança. Hondo recorre a uma linguagem cinematográfica experimental para denunciar as contradições da metrópole pós-colonial: a promessa de integração convive com mecanismos de exclusão sistemática. O filme não só denuncia as condições de marginalização vividas por milhares de migrantes africanos em França, como se afirma como um manifesto artístico de emancipação e resistência. Meio século depois da sua estreia, Soleil Ô permanece uma obra de referência incontornável, cuja energia estética e política continua a interpelar espectadores de diferentes gerações.
Conversa com Ângela Ferreira, Flávio Almada, Henrique Entratice, Víctor Barros. Moderação de Sofia Victorino
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Institute of Contemporary History — NOVA School of Social Sciences and Humanities and Fernando Lopes Movie Theatre
News
IN2PAST has new governing bodies
Feb 13, 2026
Following elections held on 15 December 2025, the new governing bodies took office for the 2026-2028 term
Víctor Barros and Pedro Cardim coordinate a programme on Creole Cultures and the Atlantic
Feb 6, 2026
Applications are open until 16 February
Ana Cristina Martins at the International Academy of Portuguese Culture
Jan 26, 2026
Will take office as a Full Member
CONTACTS
WORKING HOURS
