Fernando Dores Costa

Culture, Identities, and Power
Contact:
fernando.dorescosta@gmail.com
Biography
Desenvolve, desde há 40 anos, vários projectos de investigação em história social com perspectivas inovadoras, desde a época da Guerra da Restauração à de um político católico em 1922, a formação do exército nos séculos XVII a XIX e a resistência ao recrutamento militar e a sua interpretação, a dívida pública no final do século XVIII, a lei dos forais de Mouzinho da Silveira, a transmissão peculiar da propriedade no Minho, a perseguição dos «jacobinos» em 1808-1809, a «Setembrizada» de 1810, o papel dos portugueses no exército de Wellington, o papel de William Beresford e as mitologias anexas, a matriz da Revolução Liberal de 1820 e os trabalhos do Soberano Congresso, o debate sobre o populismo como expressão da política, a reposição no lugar de um «célebre espectro», a presença da «revolução militar» em Portugal, o conceito de poder pseudo-pastoral, entre outros.
Research fields
- The political matrix of the 1820-1823 Revolution
- Is a theory of revolutions possible?
- The “molecular” counter-revolution in 1974-1975 in Portugal
Selected publications
- Costa, Fernando Dores. “Mouzinho da Silveira or the Unforeseen Revolution,” e-Journal of Portuguese History 20 (2022): 191-217. [link]🔓
- Costa, Fernando Dores, “O tempo de D. João VI: a revolução em Portugal e a Independência no Brasil,” in As Singularidades da Independência do Brasil, organised by the Alexandre de Gusmão Foundation, 117–145. Brasília: Alexandre de Gusmão Foundation, 2022. [link]🔓
- Costa, Fernando Dores, “A presença britânica em Portugal entre 1815 e 1820 revisitada a partir da correspondência do duque de Wellington,” in A Revolução de 1820. Leituras e Impactos, organised by Miriam Halpern Pereira, Ana Cristina Araújo, Daniel Alves, Jorge Fernandes Alves, José Luís Cardoso, Maria Alexandre Lousada and Zília Osório de Castro. Lisbon: Imprensa de Ciências Sociais, 2022. [link]
- Costa, Fernando Dores, “Was there an early modern military revolution in mainland Portugal?,” in The First World Empire. Portugal, War and Military Revolution, editado por Hélder Carvalhal, André Murteira e Roger Lee de Jesus. Abingdon / Nova Iorque: Routledge, 2021. [link]
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março, 2026
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Detalhes do Evento
Lecture on the KNOW.AFRICA project, which studies how indigenous groups actively participated in the European process of learning about African nature. KNOW.AFRICA: Redes de conhecimento na África Oitocentista
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Lecture on the KNOW.AFRICA project, which studies how indigenous groups actively participated in the European process of learning about African nature.
KNOW.AFRICA: Redes de conhecimento na África Oitocentista
Uma abordagem das Humanidades Digitais dos encontros coloniais e do conhecimento local nas narrativas de expedições portuguesas (1853-1888)
É fácil pensar a África Oitocentista como um espaço colonial disputado por potências europeias com as suas agendas políticas, económicas e científicas. Além disto, a historiografia de eventos como a Corrida a África por vezes reforça a ideia de um continente impotente particionado por estados imperiais. Se, por um lado, não podemos negar a força e a arbitrariedade da violência colonial, por outro, a História há muito desconsiderou as formas como os povos africanos resistiram. Este viés eurocêntrico é notável na História das Ciências que frequentemente associou às expedições científicas em África uma imagem idealizada que realça ideais de coragem, aventura e pioneirismo. Ainda hoje é possível encontrar os resultados alcançados pelos naturalistas descritos como descobertas realizadas por indivíduos extraordinários. Apenas recentemente a pesquisa académica começou a se distanciar desta compreensão ao reavaliar as narrativas escritas pelos viajantes e perceber que a ciência praticada em campo no século XIX era profundamente colaborativa. Em campo, os naturalistas dependiam de redes de indivíduos que contribuíam com actividades como a navegação por rios, a movimentação pelas florestas, a procura por abrigos, a comunicação com a população local e com o trabalho científico de colheita, identificação e preparação de espécimes.
Nesta pesquisa, analisaremos quatro expedições portuguesas a África focando a sociabilidade do trabalho de campo para revelar como grupos nativos auxiliaram os viajantes, especialmente na colheita de espécimes. Ao investigar como os agentes locais contribuíram para o sucesso alcançado pelos viajantes, pretendemos revelar que, apesar das assimetrias sociais no espaço colonial, grupos nativos participaram activamente no processo europeu de conhecimento da natureza africana. Com isto, desmistificaremos a ideia do viajante heroico e solitário inserindo os naturalistas em processos sociais e históricos mais amplos, investigando como o conhecimento circulava entre império e colónia, compreendendo como as relações sociais eram formadas em campo e em que momentos os viajantes dependiam do apoio de redes locais. Além disto, também pretendemos lançar luz sobre os processos de formação das colecções e reflectir sobre o papel destes agentes locais na formação do património científico europeu.
Oradora e orador:
Sara Albuquerque e Anderson Antunes (Universidade de Évora / IHC / IN2PAST)
Tempo
(Quarta-feira) 5:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Institute of Contemporary History — University of Évora and Évora Public Library

Detalhes do Evento
Round table discussion seeking to contextualise the production of the films that make up the cycle Lisbon, Capital of International Intrigue, based on the political, economic
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Detalhes do Evento
Round table discussion seeking to contextualise the production of the films that make up the cycle Lisbon, Capital of International Intrigue, based on the political, economic and legal history of Francoism.
Lisboa, Madrid, Europa
Entre crescimento económico, vigilância política e social e o desejo de reconhecimento europeu, o período do desarrollismo foi também um tempo de intensa produção simbólica. A partir da história política, económica e legal do Franquismo, bem como da circulação de imaginários cinéfilos entre as décadas de 1960 e 1980, esta conversa procura enquadrar o contexto de produção dos filmes que integram o ciclo Lisboa, Capital da Intriga Internacional, a decorrer na Cinemateca Portuguesa entre os dias 2 e 31 de Março.
Oradores:
Ana Algara (ICS — Universidade de Lisboa), Manuel Loff (IHC — NOV AFCSH / IN2PAST / FLUP) e Rúben Pérez Trujillano (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST / Universidad de Granada), com moderação de Rita Luís (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
ENTRADA LIVRE
O evento será complementado, às 21h30, na Cinemateca Portuguesa, com a exibição da co-produção Espanha-Portugal-Alemanha Comando de Asesinos / Fim-de-Semana com a Morte (Julio Coll, 1966).
>> Consulte o programa completo do ciclo AQUI (PDF)
[Os horários das projecções podem sofrer alterações. Confirme sempre no site da Cinemateca]
O ciclo Lisboa, Capital da Intriga Internacional resulta de uma colaboração entre a Cinemateca Portuguesa, o Instituto de História Contemporânea (IHC) e o projecto ExPORT (baseado no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa), com apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, do Istituto Italiano di Cultura di Lisbona, do Institut français du Portugal, do Instituto Cervantes de Lisboa e da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa.
Tempo
(Quarta-feira) 6:30 pm - 8:00 pm
Organizador
Institut of Contemporary History — NOVA School of Social Sciences and Humanities and the Instituto Cervantes
News
VINCULUM — An end and a new beginning
Feb 24, 2026
FCSH hosted the closing session of the VINCULUM project
In March, Lisbon becomes the Capital of International Intrigue
Feb 21, 2026
Between 2 and 31 March, at the Portuguese Cinematheque
Anita Buhin is on a research mission in Italy
Feb 20, 2026
She is now a Visiting Researcher at CAST, University of Bologna
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