fevereiro, 2026

07fev4:00 pm6:30 pmFrantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026 | Sessão #4Cinema e debate4:00 pm - 6:30 pm Casa do Comum, Bairro Alto, Rua da Rosa, 285 — 1200-385 LisboaTipologia do Evento:Ciclo,Sessão de cinema

Detalhe do cartaz do ciclo de cinema intitulado “Frantz Fanon”. No canto superior esquerdo, uma etiqueta arredondada diz “Ciclo de Cinema”. Uma grande inscrição em letra serifada diz “Frantz Fanon”, com as datas “Janeiro / Fevereiro 2026” à direita.

Ver mais

Detalhes do Evento

Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.

 

Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026

 

Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?

À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.

As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.

 

Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH

 

>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<

 

 

Sessão 4 | Sábado, 7 Fevereiro, 16:00

La Hora de los Hornos. Parte 1: Neo-colonialismo e Violência, 1968, Fernando E. Solanas, Octavio Getino, 1966-68, Argentina, 85’

Produzido pelo Grupo Cine Liberación nos anos que antecederam a chamada Guerra Suja, A Hora dos Fornos foi ao mesmo tempo cinema inovador e manifesto guerrilheiro pela queda da ditadura argentina. Combinando imagens de actualidade que retratam a agitação socio-política entre 1945 e 1968 com testemunhos de militantes peronistas e de figuras revolucionárias como José Martí, Che Guevara, Frantz Fanon e José Carlos Mariátegui, o filme assumiu-se como ferramenta de resistência e de mobilização socialista. Exibido clandestinamente perante públicos que interrompiam as sessões para debater, tornou-se obra-chave do chamado Third Cinema, conceito defendido por Fernando Solanas e Octavio Getino em oposição ao modelo comercial de Hollywood. Dividido em catorze capítulos, a sua influência estendeu-se a cineastas e coletivos empenhados na transformação política, de Chris Marker ao Grupo Dziga Vertov e a Patricio Guzmán.

Conversa com Luís Trindade e Raquel Ribeiro

 

Cartaz do ciclo de cinema intitulado “Frantz Fanon”. No canto superior esquerdo, uma etiqueta arredondada diz “Ciclo de Cinema”. Uma grande inscrição em letra serifada diz “Frantz Fanon”, com as datas “Janeiro / Fevereiro 2026” à direita. A imagem central é uma fotografia histórica a preto e branco que mostra Frantz Fanon sentado a uma mesa, inclinado para a frente e a ler, com vários homens de fato sentados atrás dele (são escritores). Na parte inferior, o texto diz “Casa do Comum / Cinema Fernando Lopes”. Ao longo da borda inferior, são exibidos vários logótipos institucionais e a menção ao financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

 

Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)

 

Tempo

(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm

Localização

Casa do Comum, Bairro Alto

Rua da Rosa, 285 — 1200-385 Lisboa

Organizador

Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum

X