Exposição na Gulbenkian evoca impactos da Grande Guerra em Portugal

Lisboa
Fundação Calouste Gulbenkian

A exposição “Tudo se desmorona”. Impactos culturais da Grande Guerra em Portugal, que inaugura a 29 de Junho na Fundação Calouste Gulbenkian, pretende “chamar a atenção do público para dimensões da Grande Guerra que até aqui têm permanecido menos exploradas”, diz Pedro Aires Oliveira, director do IHC e um dos curadores.

etrato de soldado ferido do batalhão de Infantaria 29, da autoria de  Sousa Lopes.A mostra reúne documentos inéditos evocativos dos acontecimentos, das mudanças e das tendências sociais e culturais ocorridas em Portugal, sobretudo durante o período de participação do país na Grande Guerra. Está organizada em seis núcleos temáticos e inclui obras de Joshua Benoliel, Arnaldo Garcez, Adriano Sousa Lopes, Almada Negreiros, Emmerico Nunes,  António Soares, Amadeo de Souza-Cardoso, Robert Delaunay, Jorge Barradas, Leal da Câmara e Hein Semke.

Juntamente com Pedro Aires Oliveira, são também comissários da exposição Carlos Silveira (investigador do Instituto de História de Arte) e Ana Vasconcelos (Curadora da Fundação Calouste Gulbenkian). A organização esteve a cargo do IHC, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian e a Comissão Coordenadora das Evocações do Centenário da I Guerra Mundial.

A exposição estará patente até 4 de Setembro na Sala de Exposições Temporárias da Sede da Fundação. Em paralelo, realizar-se-ão outras iniciativas evocativas como concertos e um ciclo de cinema, que inclui o filme “O milagre de Tancos, Portugal na 1ª Guerra Mundial”, de Fernando Rosas, que será apresentado pelo próprio no dia 3 de Julho.


Imagem: Adriano de Sousa Lopes (1879-1944). Retrato de soldado ferido do batalhão de Infantaria 29 (Brigada do Minho), 1918 - Carvão e lápis branco sobre papel. Colecção Luís Lyster Franco.