O IHC solidariza-se com a Universidade da Europa Central

Pedro Aires Oliveira, presidente da direcção do IHC, remeteu ontem uma carta ao ministro húngaro Zóltan Balog onde afirma a solidariedade do IHC com os colegas da Universidade da Europa Central (CEU) e pede ao governo húngaro que retire a proposta de lei cuja aprovação levará ao efectivo encerramento da universidade.

Na carta, o IHC diz ver "com profunda preocupação os desenvolvimentos recentes na Hungria, especificamente a proposta de legislação do governo para alterar o estatuto da CEU na Hungria, quer comprometeria a sua liberdade académica e estabelecer um perigoso precedente para a vida académica em outros países". Realça ainda que "a independência académica é um pilar das sociedades democráticas modernas e, como tal, deverá ser preservada".

O historiador considera que, tanto a CEU, como a NOVA são "produtos da liberdade" e que "simbolizaram novas oportunidades no campo académico [...] após décadas de obscurantismo intelectual" em ambos os países, Portugal e Hungria.

Contudo, as últimas notícias dão nota de que, apesar das múltiplas manifestações por parte da comunidade académica mundial e da população, a legislação foi hoje aprovada. Esta lei impede que as universidades de países não europeus concedam diplomas húngaros sem um acordo prévio entre os governos nacionais e obriga à existência de um campus no país de origem. Das 28 instituições estrangeiras do país, a CEU é a única que não preenche todos os requisitos previstos na lei e, como tal, a única afectada, apesar de se encontrar entre as 50 melhores universidades do mundo para ciências políticas e estudos internacionais.

Em comunicado emitido esta tarde, a CEU diz que vai contestar esta decisão por via legal.

 

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