Linhas Investigação // Guerra Contemporânea: desafios globais e impactos locais

  • Coordenação:
    Teresa Nunes e António Paulo Duarte
  • Apresentação:

    O que é a guerra? Quais as razões que levam os países a entrar em guerra? Até que ponto as transformações tecnológicas mudaram a natureza dos conflitos? Qual a ligação entre guerra e política? Qual o papel da propaganda na guerra, quando se diz, a primeira coisa a morrer com a guerra é a verdade? 

    A linha Guerra Contemporânea: desafios globais e impactos locais propõe-se analisar os conflitos contemporâneos, procurando assim aprofundar as metodologias de análise e o conhecimento teórico, nomeadamente, no que se refere à sua relação com a política, considerada, por alguns autores, a fonte original da guerra. Partindo da utilização de quadros de análise transnacionais a linha procurará contribuir para sublinhar a importância das Guerras Contemporâneas, analisando-as como elementos indissociáveis da existência de uma identidade europeia coletiva e individual comum.
  • Objectivos:

    Os objetivos da linha temática desenvolvem-se em torno de 4 eixos principais:

    1. A análise das guerras contemporâneas como fenómenos sociais e momentos de rutura potenciadores de mudanças sem precedentes à escala global. Estudando-se os efeitos transformadores das guerras, nomeadamente: no papel e nas funções do Estado, nas alterações do código de conduta das sociedades, nas relações de género, no desenvolvimento científico e nas relações económicas e financeiras, privilegiando-se uma dialética, constante, entre os impactos locais e internacionais.
    2. O estudo e o conhecimento do pensamento estratégico como instrumento conceptual, com carácter científico social, com que os corpos especiais e funcionais políticos, militares, e até académicos, do Estado procuraram compreender o carácter da conflitualidade e da guerra contemporânea.
    3. Análise do papel e da inserção das pequenas e médias potências no sistema internacional, aprofundando o conhecimento empírico sobre as estratégias desenvolvidas, nomeadamente, nas razões e nos mecanismos das políticas de beligerância ou neutralidade. Este vetor de análise fortemente alicerçado na história comparativa, recorre ao levantamento de dados empíricos, e até de metodologias inovadoras, que corroborem conceções teóricas sobre o papel e os mecanismos com que, em situações de guerra, os pequenos Estados asseguram o seu papel no sistema internacional e, muitas vezes, a sua independência, visando, assim, proporcionar a acumulação de conhecimento empírico, metodológico e teórico que aprofunde o conhecimento das ciências sociais sobre o papel dos pequenos Estados, em geral, assim como de Portugal em particular, no sistema internacional.
    Estudo das interações entre os acontecimentos militares e domésticos demonstrando as respetivas implicações nas orientações políticas e económicas dos governos durante conjunturas de conflito militar. Na verdade, uma das principais diferenças que caracteriza as guerras modernas, sobretudo a partir de meados do século XIX, diz respeito ao esbater, até à sua quase eliminação, das fronteiras entre identidades militares e civis. A “frente interna” surge deste modo como uma particularidade que caracteriza as guerras modernas e que engloba todas as atividades (económicas, políticas ou sociais) que contribuem para o esforço de guerra.
  • Parcerias:

    International Network for the Study of the Great War in Africa

    Instituto de Defesa Nacional – IDN

    Instituto de Ciências Sociais – ICS

    Great War in Africa Association

    Universidad de Las Palmas de Gran Canaria

    Universidad Complutense de Madrid

  • Principais Actividades:

    Actividades para 2015

     

    Projetos de investigação financiados:

     

    . “Pensar Estrategicamente Portugal: a inserção das pequenas e médias potências e a Primeira Guerra Mundial”, (coord.) António Paulo Duarte (IDN-IHC/FCSH/UNL)

    Financiamento: Comissão Coordenadora da Evocação do Centenário da 1.ª Guerra Mundial (1914-1918)

    . “Neutral entre neutrals: studio comparado de la neutralidade española durante la Primera Guerra Mundial”, (Coord.) Javier Ponce Marrero.

    Financiamento: Ministerio de Economia y Competitividad de España

     

    Conferências, colóquios, workshops:

    . Ciclo de conferências “Portugal e o Brasil na era da guerra total”

    . III Encontro Anual A Europa no Mundo. A (re)construção da Europa, Coord. Maria Fernanda Rollo (IHC-FCSH-UNL), Maria Manuela Tavares Ribeiro (FLUC e CEIS20), Ana Paula Pires (IHC), Alice Cunha (IHC) e Isabel Valente (CEIS20).

    . Colóquio internacional: “Turismo e lazeres em tempo de Guerra”

    . 3rd Annual Meeting of the International Network for the Study of the Great War in Africa

    . Representações da I Guerra Mundial no mundo digital, Coord. Ana Paula Pires, António Paulo Duarte e Daniel Alves  

     

    Publicações:

    . Actas do encontro Small Power is a Power? The role and resilience of small and medium powers during the Great War

    . Dicionário de História da I Guerra Mundial, (Coord.) Maria Fernanda Rollo, Aniceto Afonso, Ana Paula Pires e Luís Alves Fraga

    Recursos online:

     . www.portugal1914.org

    . 1914-1918 Online International Encyclopedia of the First World War (http://www.1914-1918-online.net ), coord. Oliver Janz (Freie Universitåt Berlin e Nicolas Apostolopoulos (Freie Universitåt Berlin)

    Coordenação da Secção portuguesa: Maria Fernanda Rollo, Filipe Ribeiro de Meneses e Ana Paula Pires