Grupos Investigação // Cultura, identidades e poder

  • Coordenação:
    Luís Trindade
  • Objectivos:

    Formado em 2010, e então designado “Poder, Ideias e Cultura”, este Grupo de Investigação então resultou da convergência de três dinâmicas. Reunia investigadores de dois Grupos de Investigação do IHC que foram então extintos (o primeiro grupo vocacionado para a história dos intelectuais e coordenado por Luís Trindade e o segundo dedicado à história das políticas educativas e coordenado por Maria Cândida Proença) e novos investigadores que então chegaram ao Instituto e que vinham trabalhando na História Cultural do Período Contemporâneo. Até 2013, a convergência entre as dinâmicas referidas permitiu a consolidação de tendências de investigação existentes no Instituto, mas também a emergência de novas tendências, passando o grupo a ser designado “Cultura, Identidades e Poder”.

    Durante os últimos quatro anos as actividades do grupo desenvolveram-se significativamente. De um ponto de vista temático, verificou-se uma expansão do universo de objectos estudados. De uma História da Cultura maioritariamente ocupada com a História dos Intelectuais, passámos a uma História que dedicada também aos territórios do popular e da cultura de massa. De uma História centrada no estudo da cultura escrita passámos a uma investigação que integra tal estudo no quadro de uma análise igualmente atenta a outras dimensões, em particular o físico ou o visual. Assim, pesquisa dirigiu-se à análise de práticas corporais relativas à história da educação física e do desporto moderno, bem como à análise de práticas artísticas contemporâneas, contribuindo para a história do cinema ou da fotografia.

    Simultaneamente, o grupo consolidou uma estratégia de problematização historiográfica própria. Numa primeira fase, esta estratégia assentou na área interdisciplinar dos Estudos sobre Nacionalismos. Existia uma diversidade temática a nível dos objectos de pesquisa dos investigadores do Grupo, mas a história dos nacionalismos e da formação da identidade nacional era e é um elemento transversal a várias dessas pesquisas. Numa segunda fase, a investigação alargou-se do estudo da questão nacional ao de outros processos de formação identitária, nomeadamente em torno de sujeitos como o povo ou de sujeitos definidos enquanto classe, género ou “raça”. Finalmente, em diálogo com contributos de teóricos de autores como Norbert Elias (e a sua sociedade dos indivíduos) e Michel Foucault (e os estudos sobre governamentalidade), a investigação estendeu-se do estudo das identidades colectivas à análise da formação dos sujeitos individuais.

    A conjugação destes desenvolvimentos permitiu a consolidação de estratégias de pesquisa comprometidas com os seguintes pressupostos: (1) questionamento da distinção entre o alto e o baixo e análise de hibridizações sociais da cultura, (2) atenção às relações simultaneamente diferenciadoras e combinatórias entre o nacional e o global, (3) superação da dicotomia entre representações e práticas e consideração da sua interacção, (4) análise dos sujeitos individuais e colectivos atenta à reciprocidade – e não apenas à oposição – entre ambos, e (5) atracção por objectos que simultaneamente interceptam o cultural, por um lado, e o económico, o político ou o social, por outro. 

     

  • Investigadores:
  • Projectos de investigação concluídos:
    The Making of State Power in Portugal – from 1890 to 1986 (PTDC/HIS-HIS/104166/2008)
  • Actividade:
    Além de colóquios e congressos, o Grupo realiza reuniões regulares entre os seus membros, visando a discussão de trabalhos em curso. O Grupo organiza ainda uma oficina permanente, anual, de discussão no âmbito da Teoria da História e da Historiografia.