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Marcas do Império: Filmar e exportar a contra-subversão francesa
Lisboa
NOVA FCSH | Torre B, Sala T9
Seminário
13 de Dezembro de 2017
18h00

[NOVA DATA] Terceira sessão do ciclo de seminários "Marcas do Império - Colonialismo e Pós-Colonialismo na Época Contemporânea" 2017/18. Uma co-organização com o ICS-ULisboa.

Filmar e exportar a contra-subversão francesa: O caso de 'A Batalha de Argel', de Gillo Pontecorvo

Mehdi Djallal (Universidade Lille 3 e ICS - Universidade de Lisboa)

 

Resumo:

Produzido por Yacef Saadi, um dos chefes militares da Frente de Libertação Nacional (FLN) argelino em Argel durante a guerra de independência, e estreado em 1966, "A Batalha de Argel" constitui um documento histórico excepcional. Num contexto de legislação de excepção, onde o poder militar assume um papel policial, esta batalha tem lugar durante o ano de 1957, na qual as forças francesas disputam o controle da cidade à organização da FLN e o seu “terrorismo”. O filme permite um olhar sobre as práticas francesas mais controversas do conflito, no meio populacional urbano – quadrícula, controlo dos movimentos, pesquisa de informações por interrogatório e tortura para destruir a organização FLN, execuções sumárias – e os aspectos organizacionais e militares da guerra clandestina da FLN. Além disso, abrange o problema internacional que constitui a guerra da Argélia e, mais largamente, a descolonização. O destino deste documentário é também interessante. Serviu para formar as juntas militares latino-americanas nos anos 1960-1970 nos métodos da “escola francesa” na repressão de massa da oposição interior, mas também as forças americanas nas guerras do Iraque e da Afeganistão; uma escola que teve a sua influência sobre Portugal e a sua própria guerra colonial.

 

Sobre o orador:

Mehdi Djallal é doutorando na Université Lille 3, na França, desde 2015, com uma tese intitulada “A circulação de saberes contra-subversivos entre os exércitos francês e português durante as guerras de descolonização em África, 1957-1974”. É doutorando “visitante” no ICS-ULisboa desde Outubro de 2016.

Os seus interesses tocam às relações luso-francesas no campo diplomático-militar, cultural e política neste período. Atribui uma importância particular às relações entre as forças armadas portuguesas e a política, e entre essas e as populações colonizadas de África em termos de governação em contexto de guerra.

 

Organização:

Linha Temática Colonialismo, Império e Imaginação Imperial na Época Contemporânea, IHC – NOVA FCSH

Grupo de Investigação Impérios, Colonialismo e Sociedades Pós-Coloniais, ICS-ULisboa

 

João Miguel Almeida (IHC - NOVA FCSH)
Maria José Lobo Antunes (ICS-ULisboa)
Pedro Aires Oliveira (IHC - NOVA FCSH)
Paulo Jorge Fernandes (IHC - NOVA FCSH)