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Inauguração da exposição "Margem Esquerda"
Lisboa
Museu Nacional de História Natural e da Ciência | Sala A060
Inauguração
2 de Novembro de 2017
18h30

Margem Esquerda - A Revolução Russa e a Cultura Científica em Portugal no século XX, uma exposição comissariada por José Pedro Sousa Dias, Maria de Fátima Nunes e Ângela Salgueiro, integrada na evocação dos 100 anos da Revolução de Outubro.

A exposição resulta de uma colaboração entre o IHC e o Museu Nacional de História Natural e da Ciência e visa abordar a relação entre a ciência e a cultura científica em Portugal, o pensamento progressista e a ciência soviética, integrando este debate no contexto do centenário da Revolução Russa.

 

A 7 de novembro de 2017 cumprem-se cem anos sobre a Revolução russa de Outubro, o desenvolvimento sócio-político singular que foi, nas palavras do historiador Eric Hobsbawm, tão fundamental para a história do século XX - mas com repercussões muito mais profundas e globais - quanto a Revolução Francesa de 1789 o tinha sido para o século XIX.

O pensamento filosófico e científico não permaneceu imune à vaga de fundo que se seguiu. Em primeiro lugar, porque o partido que dirigira a Revolução reivindicava o uso de uma ferramenta teórica - o materialismo dialéctico - que não só se apresentava como científica, como igualmente capaz de se tornar instrumental nas mais variadas áreas da epopeia humana, incluindo a História, a Filosofia e o conhecimento da Natureza. Por outro lado, ao arrogar-se como a parteira de uma nova sociedade, capaz de libertar as forças produtivas, a Revolução criou múltiplas expectativas sobre as capacidades de inovação da nova ciência soviética.

O facto de o mundo emergir da Segunda Guerra Mundial com um terço da humanidade a viver em sistemas de economia planificada, aumentaria essas expectativas, principalmente após a primazia soviética no início da corrida ao espaço, com o lançamento do Sptunik em Outubro de 1957, o envio da cadela Laika em Novembro de 1957 e a primeira missão espacial tripulada da história, com o voo de Iúri Gagárin em Abril de 1961. Esta percepção do avanço da ciência soviética foi decisiva para o investimento feito pelos países da NATO na investigação científica.

Apesar de sujeito a uma ditadura de direita durante a maior parte da existência da URSS, Portugal não ficou alheio a este movimento.

 

 

A exposição será ainda acompanhada por um ciclo de conferências, cujo programa será anunciado em breve.

 

Duração:

2 de Novembro de 2017 a 30 de Abril de 2018

 

Comissários:

José Pedro Sousa Dias (MUHNAC-ULISBOA e IHC-CEHFCi-UÉ)
Maria de Fátima Nunes (IHC-CEHFCi-UÉ)
Ângela Salgueiro (IHC-CEHFCi-UÉ; NOVA FCSH)