Prefácio

Ago 19, 2018 | Outras publicações, Publicações

Prefácio

  • Fernando Rosas
  • A Libertação de Goa
  • Pundalik D. Gaitonde (autor)
  • 2018
  • Lisboa: Tinta da China
  • Idioma: Português
  • ISBN: 978‑989‑671‑446‑8
  • Páginas: 9-20

Excerto:
A bibliografia disponível em língua portuguesa sobre o pro‑cesso que conduziu à queda e integração na União Indiana dos enclaves coloniais de Goa, Damão e Diu (o chamado Estado Português da Índia) em dezembro de 1961 caracterizava ‑se por observar essa realidade fundamentalmente a partir da Metrópole colonial, do discurso do Estado Novo e do Governo de Salazar, mesmo quando é crítico relativamente a ele.A importância do livro que a Tinta ‑da ‑china agora dá à estampa reside precisamente na inversão da perspetiva: é a primeira edição em língua portuguesa (que eu conheça) de análise da mesma questão, agora vista do lado dos movimentos nacionalistas goeses, defensores da libertação dos enclaves coloniais e da sua integração na República Indiana. Concretamente, pela pena do Dr. Pundalik D. Gaitonde, prestigiada figura de médico cirurgião goês e destacado dirigente do Congresso Nacional (Goa), movimento nacionalista a que presidiu, sendo um dos esteios da resistência anticolonial defensora da integração na «mãe pátria», a União Indiana, independente desde 1947. Por isso conheceria a prisão e a deportação para Portugal, onde estaria detido nas cadeias políticas do regime. A sua prisão pelas autoridades coloniais em Goa, em fevereiro de 1954, levantará uma vaga de pro‑testos e manifestações dentro e fora da colónia, o que obrigará o Governo da União Indiana a reverter a sua política de relativo distanciamento quanto ao problema de Goa, num sentido de maior firmeza e assertividade na defesa dos direitos dos goeses, designadamente contra a dura repressão das autoridades coloniais portuguesas.

Sobre o livro:
O que aconteceu no final de 1961, quando as regiões de Goa, Damão e Diu, contra a vontade de Salazar, foram libertadas por tropas indianas? De que forma os goeses lutaram desde que as forças britânicas saíram do país e só Portugal continuava atravessado no caminho da Índia rumo à unificação? Qual o impacto deste movimento nas lutas de libertação das colónias africanas?
Se alguém pode responder a estas questões é Pundalik D. Gaitonde, um dos protagonistas da luta contra a ocupação portuguesa da Índia, conselheiro de Nehru, activista e, de acordo com a perspectiva de Portugal, um rebelde condenado.

 

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