Colonialismo, Império e Imaginação Imperial

 

Linha temática: Colonialismo, Império e Imaginação Imperial

Coordenadores: Paulo Jorge Fernandes e Pedro Aires Oliveira

 

Esta linha de investigação propõe-se fazer do “Estado colonial” e dos seus interfaces e ramificações, um dos eixos fundamentais das suas pesquisas.

Como se processou a construção do aparato colonial moderno em África e na Ásia, designadamente as operações de conquista militar, o estabelecimento de estruturas de autoridade e controlo, o reconhecimento e apropriação dos recursos e riquezas, a “ocupação científica” dos territórios, a articulação com poderes e elites locais, e as interacções com outros poderes estrangeiros? Que contraste existiu entre o pensamento e o discurso colonial e as realidades verificadas no terreno? Quando é que se processa a transição de um paradigma colonial mais abertamente “explorador” para um mais em linha com preocupações de “bem-estar” das populações do império? E quando é que a “legitimidade” do Estado colonial começou a ser questionada e contestada? Qual o papel dos factores exónenos/internacionais neste processo? Quando é que certos equilíbrios se romperam, levando à alienação de elementos da sociedade colonial que até então haviam estado dispostos a cooperar com o poder português? Quem eram e como operavam os representantes do Estado colonial (padrões de recrutamento, carreiras, modos de actuação)? Como se articulavam eles com outros agentes “imperialistas” (militares, missionários, comerciantes, etc.). E qual a pertinência do binómio colaboração/resistência – hoje em dia tão questionado – numa análise à experiência imperial portuguesa?

Objectivos

As problemáticas aqui estudadas permitirão:

  • Colmatar lacunas significativas no nosso conhecimento dessa realidade (da fiscalidade aos dispositivos de controlo e vigilância das populações, da produção de saberes aos modos de apropriação de espaços e recursos, passando pelas estratégias de relacionamento com as elites e poderes locais);
  • Contribuir para o desenvolvimento de visões trans-coloniais comparadas;
  • Tirar partido dos ricos arquivos e acervos documentais localizados em Portugal, e em particular em Lisboa (Arquivo Histórico Ultramarino, Sociedade de Geografia de Lisboa, Arquivo do MNE, Torre do Tombo, etc.), que guardam dados fundamentais a este respeito.

Um outro eixo fundamental orientar-se-á para as questões das estratégias identitárias, das representações simbólicas, visuais e literárias do império (tanto ao nível da propaganda/“imaginação” imperial, como das perspectivas pós-coloniais”) e da sua memória e legados (estratégias de rememoração – ou de amnésia; construção de narrativas identitárias da nação pós-imperial). Tal como na problemática anterior, esta é uma área onde se poderá verificar um diálogo profícuo entre vários membros da linha e outros elementos do IHC, sendo igualmente válidos os argumentos atrás elencados para conferir prioridade a este segundo feixe de problemáticas.

CONTACTOS

Instituto de História Contemporânea Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Universidade NOVA de Lisboa   //   Av. Berna, 26 C 1069-061 LISBOA   //   Tel.: +351 21 7908300 ext. 1545   //   Email: ihc@fcsh.unl.pt

HORÁRIO

2.ª a 6.ª feira 10.00h - 13.00h // 14.00h - 18.00h

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