março, 2019

11mar6:00 pm9:00 pmModernidade e Tradição VI - 3ª SessãoModernidade e Tradição - Seminário de Investigação - VI Série6:00 pm - 9:00 pm Avenida de Berna, 26-C - 1069-061 LisboaTipologia do Evento:Ciclo

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Detalhes do Evento

Terceira sessão da VI série do seminário de investigação promovido pelo IHC, sobre o processo histórico que molda e caracteriza a economia e a sociedade contemporâneas.

 

Modernidade e Tradição:  Economia, Sociedade e Inovação no Mundo Contemporâneo
VI Série do Seminário de Investigação

 

A Comissão para a Aquisição de Mobiliário. Uma prática entre a tradição e a modernidade
Sofia Diniz (IHC – NOVA FCSH)

 

 

A política colonial do Estado Novo: Origem e destino de um exercício de resistência (1930-1974)
Adolfo Cueto (IHC – NOVA FCSH)

 

O nosso trabalho trata da resistência do Estado Novo português à crescente contestação anticolonial “interna” e externa, e face ao fenómeno geral da Descolonização, entre 1930 e 1974.
Rastrearemos o quadro político-normativo, as forças que neste e fora deste se enfrentaram e as razões dessa colisão, reconstruindo as análises da situação que os responsáveis políticos fizeram a cada momento crítico do problema colonial. Pretende-se assim contextualizar e comparar a atitude dos governos salazaristas nas suas diferentes fases, e também a política seguida por Marcello Caetano entre 1968 e 1974.
Este exercício levou-nos a defender a seguinte tese: carecendo de um verdadeiro plano para resolver o problema colonial, a orientação governativa do marcelismo foi diferente e potencialmente disruptiva da adotada nos governos de Salazar.
O tempo – ou a falta dele – bem como as circunstâncias, impediram que os estados coloniais adquirissem uma maior autonomia, facto que não dissuadiu, todavia, o avanço de outro componente da equação: uma reprodução mais fiel nas grandes colónias do sistema político que vigorava na metrópole.
Através de convenientes lógicas de exclusão, o marcelismo pretendia entregar o poder aos colonos residentes em Angola e Moçambique e aos nativos ocidentalizados que se mantinham em paz com Portugal ou que poderiam aceitá-la sob aqueles moldes; e assim proteger também os interesses materiais e geopolíticos da metrópole.
Não obstante, vários problemas difíceis de resolver —para não dizer incontornáveis— conduziram ao desenlace do 25 Abril de 1974: desde logo, o perigo de desestabilização interna devido ao desconhecimento de um consenso relativo à emancipação colonial; a extrema polarização nas colónias em guerra tornava improvável um cessar-fogo; e a intromissão estrangeira poderia fazer que os conflitos ultrapassassem facilmente as capacidades militares —e não só— de Portugal.
Pelo contrário, a estratégia de Salazar, flexível e pragmática, jogou de forma arriscada com esses mesmos problemas, alimentando os dois primeiros, de forma a evitar a escalada do terceiro. Assim, podemos dizer que o salazarismo tentou escapar das consequências previsíveis da descolonização, de maneira simples: evitando-a. Para tal encorajou a interdependência, não abandonou nenhum dos instrumentos de controlo interno e colonial e confiou no desentendimento internacional com a expectativa de que o tempo jogasse a seu favor.

 

 

 

ENTRADA LIVRE

Sobre o seminário:
O seminário de investigação Modernidade e Tradição. Economia, Sociedade e Inovação no Mundo Contemporâneo é um espaço aberto de conhecimento, dedicado ao estudo e compreensão do processo histórico que molda e caracteriza a economia e a sociedade contemporâneas. O programa contempla a análise de diferentes cenários e contextos de inovação, as tensões e os impasses que as rodearam e as diferentes conjunturas científicas e tecnológicas em que ocorreram as transformações mais relevantes.

Procura-se apreciar criticamente o papel ocupado pelos diversos agentes no campo económico e social, atendendo ao papel da ciência e da tecnologia, tendo presente as mudanças e os enquadramentos políticos, as realidades culturais, o contexto nacional e as dinâmicas europeias e internacionais em que se inseriram, bem como as principais conjunturas (guerras e crises) que marcaram a economia e a sociedade contemporâneas.

 

Coordenação:
Maria Fernanda Rollo, Ana Paula Pires e Maria Inês Queiroz (IHC – NOVA FCSH)

Tempo

(Segunda-feira) 6:00 pm - 9:00 pm

Localização

NOVA FCSH, Edifício ID, Sala 1.05

Avenida de Berna, 26-C - 1069-061 Lisboa

Organizador

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