A crise dos abastecimentos e a «Questão das Subsistências» em Setúbal

Dez 28, 2018 | Artigos, Publicações

A crise dos abastecimentos e a «Questão das Subsistências» em Setúbal durante a Grande Guerra: a cidade que entrou em erupção (1914-1918)

  • Diogo Ferreira
  • 2018
  • História. Revista da FLUP
  • Volume 8, Número 2
  • 83-105
  • Idioma: Português
  • DOI: 10.21747/0871164X/hist8_2a5
  • ISSN: 0871-164X

Artigo incluído no dossier temático “Portugal e a Grande Guerra“, editado por Jorge Fernandes Alves e Gaspar Martins Pereira.

As dificuldades dos meios urbanos portugueses em serem abastecidos de géneros de primeira necessidade provocou uma profunda escalada de preços e diversos momentos de fome generalizada nas camadas mais desfavorecidas da sociedade durante a Grande Guerra. Da necessidade de estudar estes efeitos nefastos num plano geográfico circunscrito, este texto aborda a «questão das subsistências» na comunidade de Setúbal, então a terceira cidade com maior índice demográfico do país e caracterizada como sendo uma região operária e piscatória. Do ponto de vista institucional, o presente estudo salienta as medidas inoperantes da Câmara Municipal num quadro de ‘economia de guerra’ e exemplifica as dificuldades pelas quais passou um estabelecimento de solidariedade social como a Misericórdia de Setúbal. Entre os impactos abordados, analisa-se a intensa crispação social gerada pela fome, que ficou marcada por assaltos coletivos a quintas e estabelecimentos comerciais, por greves e por protestos anti-intervencionistas de um «vulcão operário» que entrou em erupção.

Palavras-chave:
Grande Guerra, Setúbal, Abastecimento Alimentar

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